Conto Erótico O Três, parte final

Conto Erótico O Três, parte final

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Fernando correu os dedos longos por meus seios. Com o olhar injetado de desejo, aceitou:

_ Por favor…

Henri é canhoto. O que o torna, sem dúvida, duas vezes mais sexy… Com a borda do garfo, cortou com precisão três pedaços de uma fatia de mamão formosa. Espetou um dos pedaços e colocou-o na minha boca.

Imediatamente Fernando abriu a boca sobre a minha, prensando a fruta entre nossas línguas… alimentando-se de mim… e comigo.  Enquanto me beijava, misturando mamão, línguas e saliva, Henri nos observava. Escorado calmamente na mesa, à minha esquerda… degustando outro pedaço de mamão.

Fernando interrompeu o beijo. Afastou-se de mim quase sem fôlego. E me ofereceu à Henri. Diferente da primeira vez em que nos beijamos, ele não se acercou de uma vez só. Primeiro passeou o dedo por minha boca. Percorreu o caminho do suco que escorria pelo queixo e pelo pescoço. Por fim, lambeu o rastro do mamão de baixo para cima… e me beijou, efetuando a simbiose comigo.

Enquanto Henri me beijava, Fernando se serviu de um pote de geléia de damasco. Besuntou generosas porções em cada um dos meus seios. Depois abocanhou, sem pena, o seio direito.

Era a primeira vez que Fernando mamava em mim e fazia isso diferente da forma com que beijava. Se o seu beijo era delicado, sua boca me sugava com intensidade, como a sorver não apenas a geléia de damasco, mas um leite imaginário que talvez eu produzisse.

Sua mão também corria por todas as extensões palpáveis do meu corpo, se encontrando, ininterruptamente, com a de Henri. Eu me desmanchava sob eles… sendo beijada por um… alimentando o outro… acariciada pelos dois…

Henri separou a boca da minha. Mas desceu a língua por meu queixo… pescoço… colo… até o seio que Fernando preparara para ele.

Arquejei. Henri mamava como beijava. Eu já sabia. Mas não sabia o quanto era devastadora a sensação de oferecer os seios aos dois! Enrodilhei meus dedos em seus cabelos e gemi… e gemi…

_ Hum…! Hum… Hum…

Era uma tortura. Deliciosa tortura, ser desfrutada daquela forma.

Mas, Henri subiu a língua até meu pescoço. Pegou um pequeno bule de louça e dançou-o diante dos meus olhos. Com aquele sorriso de parar o trânsito, disse baixinho:

_ Leite…

Fernando ergueu o rosto para observar o gesto de Henri e lhe devolveu o sorriso. Deixou meu seio. Com um movimento muito leve, prensou firmemente minhas coxas, uma na outra. Logo depois se sentou à minha direita. Vagarosamente, Henri despejou o leite sobre meu colo. O líquido foi escorrendo até a barriga e dali, compôs uma pequena poça branca no vão formado entre meu púbis e as coxas cerradas. Fernando abaixou a cabeça… e para minha absoluta diversão… começou a lamber o leite…!

Henri pegou outra louça. Desta vez um pote transparente. Da mesma forma agitou-o levemente diante dos meus olhos e com outro sorriso, me informou:

_ Granola!

Enquanto Fernando quase “ronronava” bebendo do leite que se ajuntara entre minhas coxas, Henri encheu a mão de granola e salpicou-a sobre mim. Uma profusão de sementes grudou no meu corpo. Outro tanto, junto com as uvas passa e castanhas de caju, foi se agregar ao leite de Fernando.

Henri também me lambeu. Lambeu e comeu criteriosamente todo o leite com granola que havia espalhado, até se encontrar com Fernando e dividir com ele o que havia entre minhas coxas…

Fechei os olhos. Apoiei minhas mãos na mesa. Quando o leite com granola acabou, meus gatos, meus príncipes… escancararam minhas coxas e se lançaram juntos à tarefa gloriosa de lamber minha buceta. A buceta inteira…!

Impossível saber qual das línguas acariciava minha virilha… explorava o interior dos grandes lábios…. se encontrava com a outra na altura do grelo. Juntas, em beijos e lambidas ascendentes,sempre ascendentes…

Desnecessário dizer que eu estava completamente atarantada…! Meus pensamentos haviam se evadido do cérebro e qual bandidos em fuga, tomado rumo ignorado. Eu estava oca! Sem presente, passado e com um futuro incerto. Minha única certeza era que aquilo…. era bom demais!

Por quanto tempo eu ficaria ali, entregue à carícia daquelas línguas destras, mais competentes e instruídas que qualquer cientista com título de PhD?! Bom… por mim, eu ficaria a vida inteira!

As criaturas do Olimpo, porém, tinham planos outros. Igualmente sensacionais. Mas, na surpresa da carícia interrompida, reagi com um gemido de decepção.

_ Por quê…?!

Fernando e Henri se ergueram quase ao mesmo tempo. Cada um passou um braço por minha cintura. Henri estava rindo de mim, da minha expressão emburrada. Lambeu meu pescoço… mordeu o lóbulo da minha orelha e sussurrou em meu ouvido:

Porque você é muito bandida!

Suspirei. Continuei fazendo a linha “menina mimada”, esticando um beicinho, em busca da aprovação de Fernando:

_ Ouviu isso? Você ouviu o que ele disse que eu sou?!

Fernando voltou o rosto sorridente para Henri.

_ O que você disse que ela é…?

Henri se inclinou na direção de Fernando. Sussurrou alguma coisa em seu ouvido. Fernando riu. E ainda rindo, repetiu o gesto de Henri. Veio para mim pelo lado direito. Bafejou um ar quente em meu ouvido e sussurrou também:

Bandida…

Henri continuou, no ouvido esquerdo:

Safada..!.

E Fernando:

Perversa!

Com uma lentidão absurda, o indicador de Fernando começou a massagear meu grelo.Docemente… com movimentos circulares muito delicados, que talvez nem eu mesma conseguiria fazer igual… Ato contínuo, Henri enfiou o dedo anular na minha vagina, com a palma da mão esquerda virada para cima. Achei que iria me liquefazer em milhões de pedacinhos, como se eu fosse feita de mercúrio…

Henri enfiou o dedo até alcançar uma saliência esponjosa, existente não sei exatamente onde ou em qual bendita marcação das horas…! O que eu sei é que assim que ele pressionou esse ponto, foi como se acionasse o botão on e me ligasse! Eu arrepiei… da cabeça aos pés!

Henri e Fernando se entreolharam. Bastou o olhar cúmplice para que Henri friccionasse a minha vagina vertiginosamente. Quase morri!

Eles me submeteram a um mar de estímulos avassaladores: de um lado, a doçura dos movimentos que Fernando imprimia em meu grelo… de outro, a agressividade das estocadas calculadas de Henri… por fim, os sussurros em meus ouvidos, através dos quais eles me recriminavam por minha recusa anterior em transar com os dois:

Maldosa…

            _ Bandida…

            _ Safada…

            _ Desalmada…

            _ Desnaturada…

            _ Ruim…

Antes que esgotassem todo seu arsenal de sinônimos, eu gritei como uma desvalida, completamente solidária a todas as putas que haviam passado por ali! Só naquele momento eu entendi porque elas gritavam tanto!

_ Ah…! Ah…! Ah…!

Fala… ! _ Fernando ordenou em meu ouvido. _ Fala! Eu quero ouvir, Anaiz! Fala!

            _ Eu tô gozando! Meu deus do céu, eu tô gozando…! _ gritei.

Um rio fino de água escorria por minhas pernas e entre as mãos dos dois. E não parava! Porqueeles não paravam! Henri não interrompia os movimentos na minha vagina… Fernando continuava a massagear meu grelo… E os dois me beijavam, me lambiam e me mordiam, tão desordenados quanto eu. Eu só parei de gozar quando eles assim o desejaram…!

Fernando foi o primeiro a se afastar. Por brevíssimos minutos. Logo, com a destreza de umcrupiê, perfilou sobre a mesa uma pequena coleção de camisinhas. Assim que Fernando enfileirou os preservativos, Henri parou de me meter com o dedo. Olhou-me nos olhos e, muito sério, perguntou:

_ Você quer água, Anaiz?

Meneei a cabeça. Estava sem fôlego, cansada, mas recusei a água. Fernando chegou bem perto. Passou a mão em meus cabelos e me aplicou um beijinho no rosto.

_ Aceite, amor… Eu pego pra você.

Assenti levemente com a cabeça e concordei. Henri e eu observamos Fernando pegar a água do filtro e estender o copo para mim. Enquanto eu bebia, permanecia com a cabeça oca. Não entendia direito a deferência de Henri… por que me oferecer água…? Até que… ele disse:

_ Você faz ideia, Anaiz, do quanto eu chorei por você…?

Fernando estava ao lado dele, à minha direita. Passou o braço pelos ombros do amante e confirmou sua confissão:

_ Sou testemunha. _ afirmou com aquele vozeirão encorpado, que me fazia perder o juízo. _ Este homem sofreu como um cão!

Meus olhos foram de um para o outro e deles para a coleção de preservativos expostos na mesa. Voltei os olhos para Henri. Por um breve segundo, fiquei apreensiva. Mas, ao olhar no fundo daqueles olhos castanhos, vislumbrei um relampejo de divertimento. E fiz a única coisa que eu podia fazer: embarcar na brincadeira…!

Voltei os olhos para Fernando.

_ E você? Também sofreu?

_ Muito. Você realmente não faz ideia do quanto Henri e eu sofremos por você!

Eu queria por demais perguntar qual era o fundo de verdade daquelas afirmações. Até porque, no que me dizia respeito, eu quase havia dessorado por causa deles! Acontece que se eu perguntasse qualquer coisa nesse sentido iria estragar a brincadeira dos meninos… E, combinemos, não tinha a menor graça discutir a relação naquele momento!

_ Me perdoem…! _ sussurrei. E não era, apenas, porque estávamos brincando. De fato eu pedia perdão aos dois! _ Por favor…! Me perdoem…!

Tenho certeza que eles entenderam. Sei disso porque desviaram levemente os olhos. Mas quando voltaram a me encarar, tinham decidido deixar o passado para trás. Henri foi o primeiro a nos reconduzir ao presente. E com aquele sorriso de arrasar quarteirão, sugeriu:

_ Por que você não se ajoelha? Hum?

Assenti com a cabeça.

Bebi água. O suficiente para garantir que a boca não ficasse seca e produzisse muita saliva. Terminei de despir o camisão xadrez, todo melado de leite, mamão, granola e geléia. Desci da mesa.

Primeiro me aproximei de Henri. Enfiei os dedos no cós da sua cueca. Abaixei a peça delicadamente, para deixar exposto um pau grosso, grande, duro e… muito bonito!

Aproximei-me de Fernando. Meu deus celta estava com a respiração levemente entrecortada. Quando baixei os olhos, não me espantei ao perceber que bem uns seis centímetros de pica saltavam da cueca boxer branca… Sorri. Eu já havia me esfregado naquele pau enorme. E… tão devagar quanto havia feito com Henri, fui baixando a cueca de Fernando, até o mastro magnífico balançar, em riste, à minha frente.

Meu próximo gesto parecia óbvio. Tanto que Henri e Fernando, ao mesmo tempo, molharam os lábios com a língua, na expectativa de que eu me abaixasse de uma vez. No entanto, fitei meus queridos e perguntei:

_ Você se esmera tanto para fazer o café, Henri… Será que ainda está quente?

Henri engoliu em seco. À breve sugestão, seu pau tremeu brevemente.

_ Está. Está sim. _ ele se apressou em garantir.

_ Pode servir uma xícara pra mim, Fernando… ? Por favor?

Fui me abaixando… Fiquei exatamente na frente de Henri. Quando Fernando me estendeu uma xícara fumegante de café, ergui o rosto e sorri para os dois. Eles acompanhavam atentamente eu levar a xícara aos lábios… beber o café quente… devolver a xícara para Fernando… e abrir a boca sobre o pau de Henri.

Quando o calor da minha boca, acrescido do calor do café, envolveu a cabeçorra daquela pica, Henri inclinou a bacia para frente, juntou as mãos enormes na minha cabeça e enfiou o pau inteiro na minha boca, até a metade da minha garganta.

_ Caralho! _ ele espasmou num palavrão.

Produzi toda a saliva que pude. Voltei a cabeça, para evitar o sufocamento e não dei trégua a Henri. Mantive o pau na minha boca e chupei com vontade, pressionando minha língua e as paredes da minha boca, movendo minha cabeça para frente e para trás.

Fernando ficou atrás de mim. Delicadamente puxou meus cabelos para cima, de modo que ele e Henri pudessem me contemplar executando a arte milenar do felatio.

Henri se apoiou na mesa. Chegou a inclinar os joelhos um pouco para baixo.

_ Caralho… _ voltou a sussurrar. _ Caralho, Fernando, precisa ver isso…!

Henri retirou o pau da minha boca. Eu olhei para ele, e perguntei:

_ Você me perdoa…?

_ Perdôo, anjo, perdôo! _ respondeu com a voz abafada, fruto do esforço de evitar o gozo. _ Pede pro Fernando também, pede… _ precipitou-se para a mesa e serviu outro café. Desta vez foi a mão esquerda de um Henri meio trôpego que veio me oferecer outra xícara de café fumegante. _ Aqui, anjo… bebe. Bebe pro Fernando…

Bebi.

Bebi e segurei a pica de Fernando com as duas mãos. Fiz um esforço industrial para engolir a maior quantidade possível de rola! Quando cheguei ao limite, movimentei os músculos da garganta, simulando uma deglutição obviamente impossível.    Fernando também arriou as pernas. Precisou se segurar na borda da mesa, olhos fechados, respiração profunda…

Meu…deus…do céu… _ ele gemeu.

Gemeu tão bonitinho que tive vontade de engoli-lo novamente, só para que ele gemesse de novo…! Mas Fernando segurou meus cabelos e socou vigorosamente o pau na minha boca. Comprimi meus lábios e minha língua, procurando dificultar seus movimentos. Eu sabia que a pressão quente iria aumentar o prazer que ele sentia ao arremeter. Mas aquilo parecia enlouquecê-lo…! Fernando gemia, arquejava, dividia-se entre chamar os anjos e dizer palavrões num banquete exótico de palavras:

Nossa Senhora… hum… puta que pariu… ai… meu deus…

Henri acompanhava a felação, ao meu lado, acariciando meus cabelos, olhos atentos à minha boca e ao pau de Fernando.

_ Põe ela na mesa, Henri…! _ Fernando, de repente, ordenou. E eu, confesso, tremi. Ele iria atolar aquele mastro em mim, comigo deitada na mesa, como se eu fosse um faisão!

Dito e feito.

Henri me tomou nos braços. Enquanto ele me deitava na mesa, Fernando pegou um dos preservativos. Rasgou a embalagem com os dentes e desenrolou a camisinha na pica, com uma destreza impressionante. O próprio Henri flexionou meus joelhos e apoiou meus pés na borda. Quando me julgou pronta, inclinou-se sobre mim, beijou carinhosamente minha boca e sussurrou:

Você vai gostar.

Henri se afastou. Fernando tomou o lugar dele. Colocou-se entre minhas pernas, encostou a cabeça da pica na entrada da minha buceta e abraçou minhas coxas. Eu respirei fundo. E lá veio Fernando, me devassando, me abrindo, me rompendo. Me fodendo como o mais viril de todos os celtas!

Metia vigorosamente. Sem dó. Se entrava a pica inteira ou não, eu não sei! Sei apenas que ele fodia olhando nos meus olhos, metendo o mais fundo que podia, me deixando desnorteada.Chacoalhando embaixo dele, eu balbuciava meu prazer na forma de pedidos de perdão:

_ Me perdoe… me perdoe, Fernando, me perdoe…

Fernando saiu de dentro de mim. Imediatamente Henri ficou em seu lugar. Em frações de segundos, ele enlaçou minhas coxas e socou violentamente o pau grosso na minha buceta.

Eu arquejei. Eu gritei. Mas o som do grito se perdeu na boca de Fernando. Ele estava à minha direita, inclinado sobre a mesa, misturando a língua na minha.

Beijei-o. Enlacei seu pescoço, enfiei os dedos em seus cabelos. Enquanto Henri me metia… sem descanso.

_ Me perdoa…? _ eu insistia naquilo. Chegava a ser ridículo, porque a pressão que Henri exercia sobre mim era alucinante! Eu me agarrava a um resto de lucidez de pura teimosia, porque queria a redenção dos dois! Fernando pareceu entender minha aflição. Depositou um beijinho cálido na minha boca e sussurrou:

_ Claro que sim, meu amor. Nós dois já te perdoamos! Agora relaxa… Só goza, ta bom?

Devolvi o beijinho com um sorriso de alívio. Bastou voltar um pouquinho a cabeça, para encontrar meus olhos com os de Henri. Ele sorria para nós. Para mim e para Fernando.

_ Me beija? _ eu pedi.

Henri cobriu minha boca com a dele. Também enlacei seu pescoço. Corri os dedos pelos cabelos escuros. Enquanto ele me fodia, com a agressividade que lhe era peculiar, mais uma vez procurei a boca de Fernando. E nos beijamos os três.

Fechei os olhos. Abracei meus deuses, meus príncipes. Deixei que eles se revezassem na brincadeira de meter com força, um substituindo rapidamente o outro na iminência do gozo, indo tomar seu lugar em minhas entranhas e em minha boca.

O prazer que me proporcionavam não tinha limite! Perdi a conta das vezes em que me solidarizei novamente com as putas. Com todas as putas que eles haviam comido! Era impossível não gritar, não se desmanchar, não se descabelar com aqueles homens metendo ininterruptamente! Eu gritei. Desmanchei. Descabelei. E encharquei a toalha de mesa

Quando eu jazi lassa, com todos os músculos do corpo absurdamente moles, eles pararam de me foder. Henri saiu de mim, mansamente. Estava encharcado de suor, com a pele morena luzidia, tornando-o quase uma estátua de cobre. Ele passou a mão esquerda nos cabelos e respirou fundo.

_ Põe ela de quatro, Fernando. _ ordenou.

Eu estava lassa. Com as pernas trêmulas e dormentes. Mas bastou aquilo para que um arrepio insidioso cruzasse meu corpo.

Henri se afastou o suficiente para Fernando me tomar nos braços. Tão suado quanto Henri, ele beijou minha boca e pediu:

_ Venha aqui, amor.

Assenti.

Fernando me remontou na posição que eles desejavam: apoiou meus joelhos sobre duas cadeiras almofadadas. Curvou meu peito sobre a mesa posta. Cruzou meus braços sobre meu queixo. Ainda teve a delicadeza de apoiar meu rosto sobre um pano de prato dobrado. Quando encerrou todas estas operações, Henri apoiou os antebraços na mesa e ficou me olhando. Com as costas da mão esquerda, empurrou um pote de margarina até estacioná-lo diante dos meus olhos. Ergueu a sobrancelha e me dirigiu uma piscadinha marota. Eu sorri… lânguida. Estava prestes a me transmutar numa Maria Schneider bem menos reticente, com duas versões atualizadas de Marlon Brandon repaginando comigo a cena mais picante de O último tango em Paris.

Henri apanhou uma colher entre os talheres da mesa. Abriu o pote de margarina light sem sal.Correu o dorso da colher pelo creme e ajuntou uma porção generosa de manteiga. Fez tudo isso olhando para mim, com uma cara de provocar tesão até no Colosso de Rhodes! Não bastasse, apontou para a manteiga e disse:

_ Não se preocupe, anjo. Tem ômega três, ta?

Eu comecei a rir. Fernando também. Mas Henri nem se lixou. Jogou aquele despautério de margarina sobre a minha bunda, exatamente no sulco entre as nádegas. Com a ajuda de Fernando besuntou meu cu de manteiga. Os dois ainda se divertiram espalhando manteiga por minha bunda, lambendo minhas costas e massageando meu cu com os dedos.

Por fim, Henri me enrabou.

Era de se esperar que fosse ele. E do jeito dele. Colocou a cabeçorra do pau na entrada e forçou. Não me arrombou nem foi violento. Mas também não foi um primor de delicadeza! Enfiava o pau, abrindo meus espaços passo a passo. Mas dava passadas largas, sem retroceder sequer um centímetro. Metia um tanto. Parava. Esperava. Depois empurrava uma porção ainda maior de pica.

Fernando procurava me relaxar. Havia se inclinando na mesa e pousado a boca em minha orelha. Enquanto sussurrava palavras de carinho, passeava os dedos cheios de margarina com ômega três pela curva da minha espinha:

Está doendo agora, amor, mas depois vai ser gostoso… você vai ver. Hum? Relaxa, isso… Me dá um beijo, aqui… vem…

Henri atolou o pau no meu cu. Enfiou tudo o que ainda havia para meter e se deitou sobre mim. Envolveu meus braços com aquelas mãos enormes e ficou quietinho, esperando que eu parasse de me contorcer e de xingá-lo:

_ Henri, seu cretino, filho da puta! Doeu!

Ele e Fernando estavam com a boca próxima ao meu ouvido. Quando parou de doer, Henri começou a meter bem devagarinho. E os dois passaram a sussurrar:

Transa com a gente, Anaiz… _ Henri pediu.

Me deixa te comer também, amor… _ era Fernando. _ Vamos ser carinhosos

_ Mentira! _ eu me rebelei. _ Mentira dos dois!

Henri deu uma risadinha.

Deixa, anjo… _ insistiu dengoso _ Deixa…

Você não quer, amor? Nós dois…? _ Fernando me perguntou, mortificado!

Bom… é impossível resistir a aquele homem loiro, lindo, de olhos verdes maravilhosos, me pedindo um biscoito!

_ Claro que eu quero, Fernando…! Mas…

Nem mas ou meio mas. Eu não tive sequer como negociar. Henri firmou os pés no chão. Enlaçou meus ombros com as mãos em gancho e se ergueu junto comigo. Em dois segundos ele apoiou os quadris na mesa. E eu fiquei por cima, sentada sobre ele, atolada até a alma com aquele pau no cu. Um frio percorreu minha espinha de ponta a ponta.

Henri… eu te odeio! _ eu nem consegui esbravejar. Apenas engasguei o impropério, dividida entre a dor lancinante e o prazer inusitado que aquela posição provocava.

_ Odeia nada! _ ele provocou, rindo de mim. _ Você me adora!

Henri sustinha minhas coxas com as mãos. Até que Fernando se posicionou na minha frente e segurou-as, apoiando-as em seus antebraços.

_ E eu… _ Fernando disse baixinho. _ Adoro vocês dois!

Henri e eu sorrimos para ele. Enlacei seu pescoço. Henri segurou seu pau e ajudou-o a entrar na minha buceta. Cruzei minhas pernas sobre seus quadris. Quando Fernando e Henri ocuparam definitivamente meus espaços, eu gemi. Não vou negar que aquilo doeu horrores! Mas… passado o impacto… quando eles começaram a se movimentar com muita leveza, me estocando ao mesmo tempo e na mesma sequência…Meu deus! Nunca, em toda a minha vida, eu havia sentido nada nem remotamente semelhante!

Uma onda vibratória ia da minha espinha até a minha nuca, com as estocadas de Henri. Uma pressão se intensificava no interior da minha vagina com as investidas de Fernando. E os dois, Henri e Fernando tinham a oportunidade do pau de um se esfregar no pau do outro, através de mim. A três eles transavam comigo, eu com eles e eles entre si. Nos beijávamos. Nos abraçávamos. Nos mordíamos. E gozávamos. Os três. Na mais perfeita de todas as sincronias.

Passamos o domingo juntos. Tomamos banho juntos. Comemos. Dormimos. Juntos. Quando a noite chegou, dei pra eles de novo. Desta vez na cama, lá em cima, no quarto, de frente para a minha janela. O que era engraçado, porque eu tinha a impressão de que eu iria aparecer do outro lado a qualquer momento, para espiar.

Dormi ali, com eles. Até amanhecer.

Quando os primeiros raios da manhã anunciaram a chegada do dia, eu estava entre eles. Acordei com Fernando se esfregando na minha bunda. E Henri no meu ventre. Dei pra eles, outra vez.

Mas era segunda feira. Como dizia uma velha amiga da faculdade: dia de preto na folhinha! E dia de preto na folhinha significava enfrentar a realidade do dia a dia e dos resultados das nossas escolhas.

Corri para minha casa usando uma camiseta e uma bermuda emprestadas. Confesso que não procurei meus chinelinhos do Mickey.

Quando ouvi o barulho da caminhonete deles, meu coração deu um salto. Meus queridostambém estavam indo para o trabalho e buzinavam com rara histeria, bem em frente da minha casa. Antes que toda a vizinhança acordasse e chamasse a polícia, corri até a janela da sala. Estiquei a cabeça para fora, para ver Fernando e Henri gritarem:

_ Bom dia!!!

_ Bom dia! _ respondi de volta, mais feliz e satisfeita que Julieta na cena do balcão.

Eles se foram pela curva da esquina e eu os segui com os olhos. Lindos… Perfeitos como dois poemas…

Passei o dia todo na Universidade. Dei aulas. Orientei alunos. Participei de reunião de departamento. Quando meu dia, finalmente parecia ter chegado ao fim e o rolo compressor da vida acadêmica me havia dado um tempo, três alunas do curso de Pedagogia conseguiram me alcançar.

Eu queria morrer. Ou enforcá-las. Meu sonho dourado era pegar um taxi. Ir para minha casa. Tomar um banho. E, quem sabe…  namorar meus vizinhos. Mas as alunas teimavam em salvar a educação pública com um projeto de Iniciação Científica que, segundo entendi, só eu podia orientar!

Elas falavam ininterruptamente e eu estava com uma dificuldade terrível para acompanhar! Foi quando, de repente, uma delas levou a mão ao peito e disse com os olhos esbugalhados:

Meu deus!

Fiquei com medo de a garota estar enfartando. Mas ela esticava os olhos para além dos meus ombros, aparentemente vendo alguma coisa incrível ou aterradora. As outras duas acompanharam seu olhar e também arregalaram os olhos.

_ Senhora da Abadia!

_ Que fo…_ eu me voltei. E dei razão. 

Eles estavam no estacionamento. Henri estava escorado na caminhonete imunda, trajado com um jeans descorado, camisa xadrez de vermelho, um par de botas e os óculos de aviador. Fernando estava ao lado dele. Também vestido de jeans, camisa branca, botas para caminhada e os charmosos óculos de grau. Os dois estavam envolvidos numa conversa animada, esparramando sedução aos quatro ventos sem nem se darem conta daquilo. Eles estavam… lindos!

Sorri embevecida. Meus vizinhos… perfeitos haviam ido me buscar!

Quando me viram, acenaram alegremente. Uma das meninas perguntou:

_ Professora, de deus, você conhece?!

_ Claro… _ volteei para elas um olhar cheio de malícia e completei: _ São meus vizinhos!

_ Jura?! _ outra  suspirou. _ Nossa, professora, apresenta!

_ Até posso. Mas garanto pra você, querida, que a fruta que você gosta eles comem até o caroço!

_ …Como assim…? _ a terceira garota perguntou baixinho, já antevendo o desfecho.

_ Eles são gays, meninas. São um casal. Sinto muito.

_ Ah, não, professora, cê ta brincando! Esses dois homens lindos são gays?!

_ Meu amor, o Rick Martin também é e não é menos bonito por isso! _ aproveitei a decepção das meninas, ajuntei minha pasta no peito e me despedi: _ Me procurem amanhã! Meus horários de atendimento estão afixados na porta da minha sala! Tenho que ir se não perco a carona!

Desci as escadas, célere como uma lebre. Eles me receberam com aqueles sorrisos augustos. Magníficos. Impossíveis de tradução. Ganhei um selinho de Fernando. E outro de Henri. E já fui me aboletando no banco, me colocando entre os dois.

Quando entraram, Henri voltou os olhos para as meninas, que permaneciam no alto da escada nos observando.

_ Nossa, que caras de velório! O que você fez com aquelas três?! Reprovou logo no início do semestre?

Fernando inclinou-se um pouco para ver as garotas. Já eu, nem voltei o rosto. Coloquei a mão direita na coxa de Fernando. A esquerda na coxa de Henri e disse a verdade:

_ Eu só contei para elas que vocês são gays! Acho que elas ficaram tristinhas.

Fernando e Henri desabaram numa risada debochada. Fernando perguntou:

_ E por acaso você disse pra elas que a gente tem namorada?

_ E que por acaso essa namorada é você?! _ Henri completou.

Eu me sentia a rainha da cocada preta quando respondi:

_ Mas é lógico que não! Vocês acham que eu sou doida de alertar a concorrência?! É ruim, hein?!

Um por do sol, majestoso como meus vizinhos, se derramava sobre o dia quando nós três, juntos, voltamos para casa.
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Assédio – Dois olhos verdes na escuridão

Assédio – Dois olhos verdes na escuridão

Dois olhos verdes me encaram na escuridão.

Reconheço que existe algo de pavoroso neles, uma semelhança nem tão longínqua com o que nos acostumamos, ou fomos acostumados, a chamar de “mal”.

Porém… na intersecção de nossos mundos, quando me quedo lassa e bem pouco contida no laço do seu abraço, também reconheço que aqueles olhos me fascinam. A bem da verdade, seus olhos, trejeitos, sorrisos, maldades e gentilezas… tudo nele, me fascina!

– Você gosta. – ele me sussurra no lusco fusco de uma sala de aula vazia. – Não negue.

Enrodilha a língua em meu ouvido, retraça com saliva e calor os contornos da minha orelha… e enquanto sussurra, envolve meus seios com as mãos, me mantendo a um passo do precipício.

– Eu não gosto. – espasmo numa negativa quase infantil.

Ele se afasta. Mantém as mãos macias em torno dos meus seios, as pernas entre as minhas. Me pressiona calidamente, esfregando a pica intumescida contra meu ventre. Tento fugir daquilo, mas apenas me coloco contra outra barreira: a mesa do professor. Suspiro. Em meio a uma batalha que já se apresenta inglória, deixo escapar um gemido.

A risada rouca ecoa novamente em meu ouvido, reverberando no fundo da minha alma, eriçando meus seios, minha pele, meus pelos.

– Não gosta? Então, por que diabos você está tão molhadinha, Professora?

Não posso negar que aquele homem, misto de demônio, príncipe e crápula, me atiça, me erotisa, me transtorna, me enlouquece! Não, essa é uma negativa impossível. Desde que entrou naquela sala, sentou-se na última carteira e me deixou nua a cada explicação, ele me desatina. No entanto… há uma distância considerável entre a loucura e a apreciação.

– Não gosto! – bato o pé. Me agarro a um resto de sanidade, busco uma tábua de salvação, qualquer coisa que me permita sair daquele pesadelo e me livrar da teia nodosa em que ele me prendeu. – Não gosto do que você faz comigo, da forma com que você age comigo… das… das… sensações que… que…

Ele me beija. A criatura que emergiu do inferno, exclusivamente para me tirar o juízo, me beija. Enfia a língua dentro da minha boca, captura minha própria língua, dança comigo sobre o tablado de madeira, me prensa contra a mesa áspera…

Como cheguei ali?! Meu Deus do céu, como cheguei até ali, depois do horário, na calada de uma noite fria, na escuridão de uma escola silenciosa, ao lado daquele homem que nada, absolutamente nada, tem de menino?!

Dois braços esculpidos por sessões disciplinadas de exercícios resistidos, me tiram do chão. Com um único e firme gesto, ele me coloca sobre a mesa.

Duas mãos enormes, bem feitas e de dedos longos, destroem minha calcinha.

Um pau grosso, grande e firme, se coloca impávido na entrada da minha buceta.

– Eu vou te comer, Professora. – ele me conta, mais uma vez aos sussurros, ao pé do meu ouvido, deixando que o hálito quente arruíne o que sobrou da minha dignidade. – Pode negar o que você quiser, menos que está a fim de dar pra mim!

Palmo e meio de pica me penetra, resoluta. Não espasmo em nenhum gritinho agudo, em nenhuma dor lancinante. Nada. Apenas um gemido rouco, de satisfação incontida, fruto da umidade indiscutível que lubrifica a sua chegada.

Rebolo…. Mexo os quadris…. Recebo a língua que parece prima irmã da minha…. Me permito o sabor de bala e café que escapa da boca perfeita… Envolvo seu pescoço, reconhecendo que perdi. Estou à mercê dele, entregue completamente às suas vontades, capturada não pela teia de iniquidades que ele foi tecendo ao longo do semestre…  Mas, pela capacidade indiscutível que ele tem de me seduzir!

Game Over – Uma crônica para meninos perdidos

Game Over – Uma crônica para meninos perdidos

Puxa a cadeira, aí, Bródi. Se estivéssemos no nordeste, eu te diria: se avexe não, cabra!

A vida tem dessas coisas mesmo… às vezes é madrasta! Mas.. putz, colega. Não estamos no nordeste. Nesse sertão de dentro, onde o cerrado se perde além das vistas, o que posso te dizer, mesmo, é paráfrase da terra. Ainda que moderninha. Tipo… dançou. Queria rir da tua cara, não, mano… Mas, sendo muito sincera… paráfrase. Dançaste.

Toma. Engole umas talagadas desse conhaque. Esquenta. Faz frio. Que bom que você é inteligente. Entende os trocadilhos. Mas, vamos combinar… a vida te rezou o terço pra mais de metro! Mulher é bicho esquisito, fi! Nunca ouviu Tia Rita Lee?!

Ou será possível que devo ser EU a te dizer que bicho que sangra todo mês e não morre, só pode ser esquisito… ?! A parte com o Demo é por tua conta. Engole a porra do conhaque e desengole o choro. Você não entendeu porque não quis…

Estica esse olho de cachorro molhado pra lá…! Tá me tirando, rapá?! Tô falando dela não…! Se fosse pra falar dela, falava com ela, em outro lugar. Você sabe: a garota jamais choraria em botequim de esquina, entornando São João da Barra em copo descartável…

Mesmo que jamais tenha se apertado em trocar pneu de carro, carregar tijolos ou rever contratos, meio mundo sabe. E você, incluso: a moça é poderosa. Cheia de manias, toda dengosa… Ah essas rimas! Jeito Felinde, não é? Adoro essas sinapses…!

Talvez exista uma natureza masculina, dessas que se repassam através dos genes e podem ser apercebidas na forma de comportamentos inatos. Sendo assim, vá lá. Vai ver é mesmo coisa do gênero não entender direito o que se passa nas rasuras dos sentimentos… Essa é a boa notícia. Você não está sozinho. Milhares de outros machos, “meninos homens que vestem azul”, se enrolam quando o papo se desenrola em torno do verbo “sentir”. Foda, mano. Eu sei.

A má notícia… é que ela também sabe. E, para piorar ainda mais a sua situação: aqueles olhos enxergam sua alma, leem seu corpo, processam seus gestos… E enquanto você não sabe, ou pensa que sabe, e sai por aí se volatizando em pontos de fuga, pernas e bundas abertas…

Ela te saca. Ela te decifra. E te desnuda: menino, medroso, inseguro, imaturo, ciumento, possessivo, manipulador. Sim, ela te sabe imperfeito. Ou você achou que ela te ofereceria os peitos, os afagos, as carícias, os beijos, por te considerar um príncipe de contos, por te ver em cavalo alado, espada em riste a salvá-la de dragões imaginários?!

Bom, agora não adiante chorar o leite derramado. Ela vai rir de outras piadas, vai afagar outros cabelos, vai despejar charme pra outro imbecil. Todos os pequenos diminutivos, íntimos e tolos, não serão mais seus. Suas mãos não estarão mais entre as dela, seus músculos não vão relaxar sob o toque dos seus dedos.

Sorrisos, mimos, denguinhos, ciuminhos, cuidados… Toda aquela submissão erótica que se lhe permite a fantasia… Não será mais dedicada a você. Ela vai ser a gueixa de outro. A parceira de outro. A cúmplice de outro. A amiga de outro. A mulher… de outro.

Sinto muito, colega. A vida não é sucessão de acasos. A vida é sucessão de escolhas. Você fez as suas. E ela… submissamente, eroticamente, as respeitou. Ergueu-se, saiu do seu lado, deixou o espaço que você exigia vago… e caminhou. Daquele jeito felinde… tão dela.

Narizinho em pé, boquinha pintada de vermelho, olhos ainda mais amendoados pelo traço do delineador. Altiva, sorriso franco no rosto, deslizando em cima do próprio salto, vestida de preto, porque é chic e porque é a cor do mistério. Só para te lembrar que você nunca vai sabê-la integralmente, embora ela te reconheça em cada um dos seus tons.

Tome outro conhaque, Bródi. Acho que você vai precisar.