Contos eróticos…e crônicas nem tanto | RM Ferreira Escritora

Contos eróticos…e crônicas nem tanto

R$12,00

E-book em formato EPUB. Permite leitura em smartphone adroid e tablets. Compatível com a maioria dos leitores digitais.

Descrição

O erotismo elegante que consagrou R.M. Ferreira, está registrado nas páginas de “Contos eróticos… e crônicas nem tanto”, seu livro de estreia.

Nesta coletânea, publicada em formato E-book, a escritora apresenta uma série de narrativas eróticas, construídas a partir de um  ponto de vista feminino. Concebidos originalmente com o intuito de transformar em histórias “desejos friccionais de dedos solitários”, os contos eróticos aqui apresentados ambientam-se nos mais diferentes cenários: de um elevador lotado, onde se encontram os estranhos de “O homem perfeito”, ao paneta Érebo, o cenário de erotismo fantástico do conto “A moça, o guerreiro e o dragão”.

Os contos eróticos e as crônicas desta coletânea, nasceram entre 2011 e 2015, e representam as postagens mais visualizadas do  Blog Calcinha Molhada, onde R.M. Ferreira publica semanalmente. Para quem aprecia literatura erótica de qualidade, “Contos eróticos… e crônicas nem tanto”, são um convite literário irresistível!

 

Leia um trecho de Contos eróticos… e crônicas nem tanto

 

Conto “O três”

 

Quando ouvi o barulho da caminhonete estacionando e logo depois as portas batendo, senti um frio no estômago. Parecia que a cidade inteira estava em silêncio. Da minha sala, pude ouvir nitidamente os passos dos dois caminhando na direção da minha casa. Consegui, inclusive, delinear os passos de Henri! Ele que não “andava, ondulava…”, que tinha passos tão leves que era capaz de me surpreender, caminhava com passadas firmes e resolutas. Pelo som das suas botas maltratando o calçamento, eu senti que Henri estava com os nervos à flor da pele.

 Não me enganei. 

 Henri não tocou a campainha. Bateu com aquela mão enorme na porta da frente e chamou meu nome:

  − Anaiz! Anaiz!

  Eu sabia o que iria acontecer. E iria acontecer ali mesmo, na varanda da minha casa. Não adiantaria nada eu fingir que não estava, ou que eu me escondesse embaixo da cama. Hora menos hora, dia menos dia, Henri me encontraria e me cobraria a sua parte do brinquedo.

Abri a porta com a resignação de um condenado. Henri me encarava com aqueles olhos castanhos como caramelos, brilhando como dois braseiros. Porém, mais do que os olhos, o que me arriou as pernas, o corpo, o juízo, foi aquele cheiro. Meu Deus! Aquela criatura cheirava de um jeito que eu nunca havia sentido na vida! Ele cheirava a mato, a terra, a cio! Vindo do trabalho, empoeirado e suado, Henri tinha o cheiro primal do sexo!

 Eu suspirei. Não disse nada. Ele muito menos. Sem nenhum introito, sem nenhuma das preliminares que antecederam meu beijo com Fernando, Henri me “catou”. Enfiou a mão em meus cabelos e me pregou um beijo devastador, capaz de provocar, no mínimo, dois terremotos e um tsunami!

Embora intenso, não era um beijo duro. Daqueles que mais incomodam do que satisfazem. Aliás, quem dera! Aquele homem não “beijava” …! Ele me sugava, lambia minha língua, se esfregava em mim, descia as mãos pela minha bunda, me prensava nele, me confundia com ele! Era tão profundo, era tão exigente, que não deixava espaço para nenhum pensamento, nenhuma ponderação, nenhum rescaldo moral, nada…! Eu simplesmente não era mais eu…! Eu havia me tornado parte de Henri…!

 As mãos abriram minha camisa. Brutalmente. Todos os botões voaram longe. Ele também não se deu ao trabalho de tirar meu sutiã. Arrebentou com tudo. Deixou renda por tudo quanto é lado e liberou meus seios. Tão logo ficaram expostos ao tempo e à vontade, Henri desceu a boca no mamilo esquerdo. Mamou no meu peito como fez com a minha boca. Depois no outro. E depois no outro.

Eu gemia. Seminua, encostada na porta da minha casa, atarantada, desconectada, perdida, eu simplesmente deixava que aquele homem dos Deuses se servisse de mim!

Entreabri os olhos. Fernando estava escorado na viga da varanda, acompanhando atentamente o amasso. Eu me senti numa teia. Estava presa entre mãos, boca e olhos. A despeito de ser flagrada num evidente atento ao pudor, eu estava me entregando às taras dos dois.  Apesar das minhas ressalvas, dos meus medos e das minhas incertezas, naquele momento eu estava praticamente transando com os dois!

Henri voltou a me beijar. Intrometeu a língua quente na minha boca, me recapturando na simbiose com ele. Prensou-me na porta. Encostou-se inteiro em mim. E me fez sentir a pica dura, roçando-a contra o meu ventre. Se erguesse minha perna… Se simplesmente afastasse minha calcinha… Poderia ter me comido ali mesmo, na varanda da minha casa. E teria feito exatamente isso, se ele não fosse, também, um outro.

Os olhos amarelados de Henri fitaram os meus.

 − Nos aceite, Anaiz. Por favor!

Havia tanta paixão naquilo, que eu quase me compadeci. Ele estava completamente transtornado e, sim, à beira das lágrimas. Os dois me desejavam. E era o que me diziam desde o primeiro dia, desde o primeiro flerte. Jamais me disputariam. Ou eu ficava com os dois ou com nenhum. (Conto “O Três)

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Seja o primeiro a avaliar “Contos eróticos…e crônicas nem tanto”

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *